sábado, 10 de fevereiro de 2007

Parcimônia

comia como plantava
plantava como podia
os sonhos na vida fria
a vida na pedra fria
feria de todo a carne
brandia a ferida viva
rezava todos os dias
a missa da morta carne
comia a pedra do sono
num sono morria a tarde
olhando num trem partia
o fim de sua fria carne

2 comentários:

Anônimo disse...

Hahahahaha Adorei esse blog. Ando sapeando por aí e tava difícil de achar alguma coisa bacana.
Ótimo!

Anônimo disse...

esse poema é um clássico!
é de quem?